08
Out 11

Como já vem sendo habitual, aqui está a review do episódio The Girl Next Door, pela TV Fanatic.

''O primeiro beijo de Sam!''

 

Como é que uma série que dura há 7 anos tenta manter-se ''fresca'' e excitante? Volta ao que a tornou popular em primeiro lugar, claro!

Parece estar dirigida para o sobrenatural e, francamente, é uma boa ideia.

Quem é que não tem saudades dos dias passados em que o Sam e o Dean se faziam à estrada, eliminando fantasmas, caçando espantalhos assombrados ou qualquer outra criatura que decidisse erguer a sua cabeça feia? O ''trabalho da semana'' englobou o crescimento do amor fraternal e a percepção de que as coisas ficam muito excitantes durante a noite. Foi a essência selvagem e assustadora, misturada com um óptimo humor e a dinãmica da família que me cativou desde o início.

Não me entendam mal, eu adorei a adição de Castiel e a sua ajuda aos rapazes durante a sua jornada. Ele trouxe outra óptimo aspecto para a série e uma oportunidade diferente de o Dean e o Sam actuarem. (Eu queria que ele aparecesse em mais alguns episódios antes de desaparecer.) 

Mas foi o episódio de hoje que provou que seguir apenas o Sam e o Dean, não é um problema. Na verdade, foi exactamente como tudo começou: dois rapazes e um Impala.

À excepção da rápida escapadela do hospital (e a tensa, induzido com morfina, tentativa de Dean sair), The Girl Next Door pareceu-se tanto com a primeira temporada que se eu não conhecesse bem a série, esqueceria-me da existência da sétima temporada.

Estavam de volta as fugidas para as cabines, as buscas de informações acerca do tipo de criatura que estava a causar problemas, o lidar com as autoridades locais, a abundância do escuro e os bosques isolados. Sem grande escala no que toca a salvar o mundo, apenas ajudam algumas pessoas da cidade local. Foi simples e básico, mas ao mesmo tempo encheu-se de complicações e ainda tiveram que gerir o ''aqui'' e ''agora''.

Para além disso, o episódio deu aos espectadores um vislumbre do passado de Sam. À excepção que desta vez, ele era apenas um rapaz pequeno a seguir cada palavra de Dean. Ele era um jovem caçador, que desejava fazer outra coisa qualquer, mas continuava a, inteligentemente e habilmente, tentar lidar com o trabalho da família. E teve o seu primeiro beijo.

Ela era um monstro, por isso, o beijo continua a contar, tecnicamente?

As memórias deram-nos o conhecimento do quão cedo o Sam não concordava com matar ''monstros'' e introduziu o conceito de ''boa'' criatura. Destrui-las, não era tão a preto e branco como John Winchester o fazia parecer. Essa memórias foram também importantes, uma vez que revelou que Amy, uma kitsune, continuava a matar. Vêm como tudo se liga perfeitamente?

Eu não percebi muito bem a referência de Sam ao problema da bebida do pai. Eu sempre soube que John Winchester era rígido com os rapazes e apaixonado por derrotar o sobrenatural, mas um pai abusivo e alcoólico? Não tenho a certeza se gosto desse pormenor no nome dele.

Foi bom o Sam ter tentado impedir Amy de matar, mas foi compassivo suficiente para a deixar viver e proteger o seu filho. Até fiquei surpreendida quado o Dean concordou em confiar no Sam. As coisas pareciam mesmo estar a mudar.

Fiquei chocada quando o Dean apareceu e matou a Amy. Para ele, um monstro será sempre um monstro. Isso é frio, Dean. Tão frio. Eu pensei que este conceito já tinha sido discutido pelos irmãos, mas parece que Dean tem sido demasiado influenciado pela sua longa e árdua jornada, que para ele tudo permanece a preto e branco. Então, como é que isso o faz sentir relativamente a Castiel? E o que é que escolher em não concordar com o seu irmão significa, se o Sam alguma vez descobrir que foi traído? Cheira-me a problemas entre Sam e Dean.

Enquanto a criatura da semana parece regressar, a grande história do Leviatã continuou no plano. Na verdade,  é devido à sua dedicação à caça dos irmãos Winchester, que Sam e Dean foram forçados a abrandarem e voltaram a esconder-se num sítio à sorte. Agora que eles parecem ter-se infiltrado em todas as partes da sociedade humana (incluindo detectar fraudes de cartões de crédito!), os rapazes vão ter um tempo dificil a lutar o inimigo de vasto alcance que não pode ser morto. Ainda.

Também gostaria de focar que Jensen Ackles fez outro trabalho fenomenal na cadeira de director. Ele teve muitas outras cenas antes da sua revelação nesta área, mas acho que fez um óptimo trabalho nelas. Ele também utilizou uma variedade de ângulos de camâra e manteve uma boa transição entre as cenas do passado e as cenas do futuro. Eu espero que ele se esteja a divertir em ambos os seus papéis, porque eu estou, certamente.

Acabará isto de voltar às raízes por ser uma boa ideia? O tempo dirá, mas por agora, é uma introdução de boas-vindas. Isto tem mesmo uma vibração Butch Cassidy the Sundance Kid, à medida que os dois irmãos são forçados a depender um do outro enquanto fogem dos Leviatãs. Quando tempo conseguem eles permanecer sozinhos e conseguirão eles descobrir como parar rapidamente os Leviatãs? Para a frente, Sobrenatural!

Tradução por Jensen Daily

Fonte

publicado por Lipa às 12:13
editado por Daniela Godinho às 16:07