07
Nov 11

Hello World! ...Sabe, o poeta Haniel Long uma vez disse: “Boa parte do que há de melhor em nós está ligado ao amor de nossa família. Que arruína a medida de nossa estabilidade. Porque ela mede nosso sentido de lealdade.” E é com base nesse frase (e muito orgulho) que eu venho a vocês essa semana discursar sobre o último episódio de Supernatural, o 7.07 - The Mentalists!

 

Da pequena farpa clara na escuridão eis que surge um episódio dramaticamente muito bom. Fico animada de saber que pude ser surpreendida dessa vez. E quem é que na verdade não foi? Vamos, sintam-se livres para admirar a perfeita coragem de Dean em falar a verdade para Sam. Já era hora do mais novo engolir e parar de contestar as ações de Dean.

Às vezes acho que as bolas mal chutadas dos escritores são grandes gafes. Porque em episódios como esses vemos claramente que eles são sim, capazes de tocar em algo bom. Algo que na realidade criou vida sozinho e está lá apenas pra ser explorado. Aliás, foram necessárias Seis temporadas antes dessa para que eles percebessem que essa relação (Sam/Dean) anda sozinha!

Não vou falar do ‘monstro/fantasma’ da semana nesse review. Nem do pequeno flerte que Dean pareceu arrumar com a mocinha. Eu não estou nem um pouco interessada em falar sobre isso na verdade. Eu quero focar naqueles poucos minutos em que vemos os Winchesters se entenderem apenas com o olhar. Aqueles instantes finais de conversa em que percebemos a compreensão e a desistência de lutar sem ajuda.

Sam precisa de Dean. Dean necessita de Sam pra seguir em frente. Não há erros nessa conotação.

Deixe-me leva-los um pouco de volta no tempo. 1ª temporada, episódio 22, Azazel disse: “A Verdade é que essa família não precisa de você. Não como você precisa deles.” Agora você percebe? Kripke sempre nos mostrou o que rolava de fato. Sera era escritora nessa época. Ela teria sido dona dessa linha para esquecer? Bom, parece que não.

O fato de Dean não confiar em mais ninguém depois de Cas faz tudo ficar mais cuidadoso. O único instinto que ele tem é Sam, e como protegê-lo. Não é sobre salvar o mundo ou as pessoas, é primeiro salvar sua única família para então salvar o mundo. Sempre foi assim.

 

Quando eu havia argumentado na review anterior que Sam devia parar de questionar o irmão e entendê- lo, eu quis dizer exatamente tudo o que ele falou pra Dean na última cena.

Dean tem estado tão perturbado quanto Sam e sua ‘queda de barreira’. Ás vezes eu chego a pensar que é Dean que precisa de mais ajuda. E eis o que há de melhor em Sam: Sua capacidade – mesmo tardia – de perceber que as coisas não vão bem. Ele pesca todas as dúvidas que nós temos. E eu creio que Sam é como se fosse um pouco de todos nós.

Não somos perfeitos com relação à Dean, mas sabemos como ajuda-lo.

 

Existem momentos em que eu paro pra pensar que estes são mesmo personagens tão cheios de erros, facilidades, acertos... Tão complexos que talvez não coubessem em palavras. Mas se fosse pra achar uma que chegasse mais perto, a mesma seria: Real.

E é por causa dessa realidade em suas personalidades que eu me sinto confusa na maioria das vezes. Quer dizer, eu não tenho irmãos, mas entendo perfeitamente o árduo esforço de Dean pra cuidar de seu irmão caçula. E a verdade é que Sam nunca vai estar crescido o suficiente pra seguir sem Dean. E é esse círculo vicioso que me leva a considerar que dessa série ainda pode ter coisas boas. Porque á princípio ele foi construída para contar sobre lendas, e sozinha ela acabou se tornando uma. Afinal, quem hoje não assiste a um filme de terror sem pensar nos ensinamentos dos Winchesters, uh?

 

Bom, tudo que eu queria dizer é isso! Espero que vocês não me achem mais louca do que o normal por tratar essa série como alguma coisa viva. Mas a verdade é que eu gosto de pensar que mesmo com altos e baixos, fãs que desistiram e fãs que continuam, Supernatural vai continuar sendo assim tão Sobrenatural.

Até o próximo! 7.08 – “Season 7, Time For A Wedding”.

 

Por Érika Accioly

publicado por Erika Accioly às 22:17

comentários:
fantastico! :)
Veronica a 8 de Novembro de 2011 às 09:41

Olá Érika,tudo bem?!Um ótimo dia para você!
Como sempre seu review arrasou.
O enfoque que você deu ao que de mais primordial Supernatural tem que é a família,foi de uma sensibilidade ímpar.
Pelo jeito temos o mesmo olhar sobre a série.
Amei o poema de Haniel Long.Não poderia ter começado com uma introdução mais perfeita.
Se me permite,vou escrevê-lo para mim.
Ah,tens razão quando disse que Jensen estava mais lindooo que o normal no episódio 2.12.....UAU!!!!!
Bjks no coração!
Eliz a 9 de Novembro de 2011 às 13:03


Obrigadaaa Veronica! *-*


Hey Eliz, tudo ótimo! E você?Aww que bom que temos a mesma percepção dessa série que nos conduz em uma montanha-russa de sentimentos!
Particularmente eu só consegui enxergar amor nesse episódio! hahaha
Essa frase a qual citei de Haniel Long definitivamente me comove. 
haha Sinta-se livre para usá-la! Ela é nossa \õ/
E obrigada por participar!
Eu fico realmente muito feliz em ler os comentários.


Beijokaas flor!
Erika Accioly a 10 de Novembro de 2011 às 00:25