23
Nov 11

Hello World! Sabe, confesso que pra mim não há outra maneira de começar esta resenha sem citar uma frase do jornalista William D. Tammeus. Ele escreveu: “Você não entende a natureza humana, a menos que saiba por que uma criança num carrossel acena para os pais toda vez que os rodeia e porque seus pais sempre acenarão de volta.” - Á apenas um episódio antes do recesso de natal, Supernatural levou ao ar How To Win Friends And Influence Monsters, que trouxe um título sugestivo e complacente com o conteúdo do capítulo – e também muitas emoções. O que nos leva de volta ao drama familiar.

 

Desta vez não é Sam ou Dean que estão sob questão e sim Bob. Exatamente. Bob é a única família e amigo verdadeiro que restou para os rapazes. E ter a sensação de perdê-lo é algo que não se pode explicar.

Os Leviatãs com certeza mexeram com fogo. E eu digo que com fogo eles serão feridos.

O que me deixa curiosa e cheia de expectativa é a forma como os Winchesters vão destruí-los.

Existem idéias de que Castiel pode voltar, mas eu sinto acabar com a alegria de vocês, porém Sera já disse que Misha não voltará a série como Cas. –todo mundo chora.

Creio eu que esse episódio só serviu pra nos mostrar o que esta por vir no próximo.

Devo ressaltar que a ideia do sanduíche contaminado foi bastante interessante, porém meio confuso.

Tivemos muitos momentos Sam/Dean que fizeram acreditar que aquela relação das três primeiras temporadas não havia morrido, apenas estava escondida com todos os problemas.

E tivemos também Bob (de volta á ele). Conversando com os dois irmãos em tempos diferentes. Acreditem em mim quando eu digo: Aquelas cenas foram pra nos fazer mais apaixonados pelo caráter rústico e o amor levemente seco demonstrado de maneira ranzinza que aquele senhor tem pelos garotos.

Bob sempre foi um poste firme na relação entre eles. E até pela sua maneira de mandar Sam cuidar do irmão através de tudo que teve acontecido com ele recentemente, ele é capaz de nos fazer rir. Se Singer e os Winchesters fossem parentes eu até diria que Sam e Dean têm cada um pouco de Bob. Sam a característica perceptiva de quando algo está errado, e Dean a característica sarcástica e a mania de achar que tudo pode passar com um uma dose de álcool. Haha Bem que não é exatamente preciso ser parente pra se parecer com um ente querido, não é mesmo?

 

Supernatural já caminha para a metade dessa temporada numa escala de altos e baixos exagerados. Existem pontos nos scripts, e formas de como as cenas foram escritas em que ainda se é possível perceber o dedo criativo de Eric Kripke. Mas essa série nunca esteve tão independente como agora. Criando os próprios monstros, os próprios contos. E entrando cada vez mais na vida dos personagens. Trazendo esperança, lágrimas, sorrisos...

Ás vezes eu gostaria de ver uma reviravolta. Ás vezes de voltar para o início, e ás vezes minha vontade é pular para o final pra conferir de uma vez por todas como esse arco se acaba. Mas conforme a frase que eu citei no início desse texto, isso é tudo um círculo vicioso. Não dá pra largar. É a natureza humana do incondicional.

E com isso o tempo passa, nós fãs nos apegamos mais a cada detalhe da história e de cada parte de cada personagem. E de alguma maneira, o próprio personagem se apega a nós. Quem é fã de verdade deve entender. ;)

 

Até o próximo episódio! 7.10 - Death's Door, onde meus amigos... Os Leviatãs assinarão sua sentença de morte (ou exílio já que eles não morrem, não é?) e eu encontro vocês na próxima review com lágrimas nos olhos.

See ya!

 

Por Érika Accioly

publicado por Erika Accioly às 23:44