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Jan 12

Olá leitores do JensenDaily! Cá estou eu novamente após o fim do recesso Natalino para vos apresentar mais uma visão-argumentativa sobre episódios semanais da nossa série favorita. Foi na primeira 6ª feira do ano de 2012, que Supernatural voltou com tristes notícias.

Tristes mesmo.

Atenção aos Spoilers!

 

Adventures In Babysitting, 11º episódio da 7ª temporada teve um início lento e dramático. A cena inicial que durou exatamente 1 minuto e 20 segundos foram extremamente doloridos. Sem diálogos, um mês após a morte de Bob Singer. Embora em nenhum momento tenha sido dito, mostrado ou insinuado o que havia acontecido ao corpo de Bob, se ele foi cremado ou enterrado, foi difícil ter que aceitar que ele de fato não esteja mais ali. –por enquanto-.

Dizer adeus para Castiel foi difícil, para o homem que serviu de ponte para os meninos então... Apavorante.

 

Esse foi um episódio que cravou de uma vez por todas que os Leviatãs são os que guiarão o show daqui pra frente. “O monstro da semana” só não foi menos importante por conta da história que laçava de forma coincidente á vida da pequena Krissy á dos Winchesters. Ela era astuta e decidida e a jovem atriz Madison Mclaughlin soube dar vida a essa pequena-grande personagem de maneira incrível.

E quem diria que o velho lunático Frank teria uma história como àquela para dar de exemplo, uh? O conselho que deu a Dean de fato, não foi o melhor conselho do mundo, mas deu para fazer algumas cócegas na barriga do mais velho dos irmãos, e lhe mostrar de certa maneira, que ele ainda tinha alguém. Ao contrário de Frank.

É inegável que essa temporada seja de mais batalhas do que sobre as batalhas de Dean contra ele mesmo.

Quem dorme durante 36 horas não é apenas por cansaço, e sim porque já não agüenta mais.

Metade dele quer parar, porque essas missões não são mais prazerosas e virtuosas como era há quatro anos. Tudo começou a dar errado, Dean tem chegado a seu extremo dessa vida de fugas e perdas. E lá está a sua outra parte, talvez maior do que a metade cansada; já que o faz continuar, Sam. Seu irmão é tudo que ainda o mantém em alerta. “Eu não vou abandonar meu irmão.” Disso nós temos certeza Dean.

 

Existiram vários pontos espetaculares nesses 41 minutos que eu sequer poderia nomear ao pé da letra.

Pra quem acha que ser Cronista é fácil, pode estar muito enganado. O que? Mas porque Érika?

Eu explico: Experimentem explicar o que você sente pra alguém que você ama.

Tarefa difícil, não? É neste mesmo nível de dificuldade que me encontro para organizar as palavras em minha cabeça e tentar explicar a vocês o que eu vi e o que eu senti. Talvez a honestidade seja a melhor opção, afinal de contas quais são as chances de eu errar sendo honesta? Então a maior verdade meus leitores, eu vou contar pra vocês agora: Essa foi e é a resenha mais dura e complicada que eu já pude escrever antes.

Ás vezes eu posso ser boa com as palavras, porém ocasionalmente elas parecem escapar quando eu realmente preciso.

Eu ressalto pra vocês, sinceramente, que minhas linhas emotivas estão completamente abaladas, como o sorriso forçado de Dean ao fim do episódio.

Existem expressões que vão além das palavras.

 

É curioso ser telespectador nessas horas. É prazeroso constatar que Adam Glass foi cuidadoso e analítico ao mesmo tempo escrevendo um episódio complicado como este. Cada detalhe me lembrou por bons momentos da primeira temporada, e pra ser mais específica daquele episódio “Home” - 1.04. Onde uma simples caçada se torna algo de valor sentimental muito maior.

 

O rumo que as coisas têm tomado, incluindo os problemas de Sam, perdas de personagens importantes e a negação de Dean podem fazer muito sentido lá na frente. Exatamente. Lembram quando Sera Gamble disse que eles tinham dois tipos finais para o caso de a série ser renovada ou não?

Reza a minha teoria de que se Supernatural for confirmado pra uma 8ª temporada, talvez Bob volte á vida. Mas enquanto não temos tais notícias, nós resta ligar a tv, -ou o pc- nas sextas-feiras á noite e deixar com que o Sobrenatural nos transforme.

 

Até o próximo episódio 7.12 - Time After Time After Time, onde estarei junto com todos vocês colando os estilhaços do coração que  Adventures In Babysitting deixou.

 

Espero ter feito um bom trabalho. Obrigadaa!

 

Por Érika Accioly

publicado por Erika Accioly às 01:49